† Indie. Photography. Music. Depression & more †





Branco como a neve meu braço reluzia no seu, coberto de um azul/verde grosso numa tarde quente e agradável de um fim de semana criativo. Nossos ouvidos ligados por aparatos eletrônicos que transmitiam mais que sons e acordes de um violão, uma harpa e um violino; transmitem estes, a mais pura realização do homem a nós dois ao mesmo tempo: a arte.

As vezes posso sentir como se a natureza fosse um complemento do meu frágil corpo; sinto como se os troncos ásperos das árvores fossem o complemento da minha pele fina, como se o sol fraco fosse o complemento da minha luz, como se a lua fosse o complemento do meu eu, e assim por diante.

Poderia dormir num gramado de primavera para sempre, poderia andar no vento do inverno eternamente, poderia fotografar as folhas do outono sem medidas e poderia reclamar do sol de verão a verão. Um em devaneios a olhar o céu e seus complementos, o outro de olhos fechados no seu mundo particular… pagaria milhões para poder transcrever o que há no seu coração, mas eu sei que mal conheço o meu, jamais poderei conhecer o íntimo profundo de outro alguém.

Um dia que te traz clareza as coisas, um dia de sol, um dia de risos, um dia da mais bela amizade… um só dia… vários ônibus, vários trens, várias pessoas, uma gama de diversidades em um só dia. O brilho dos olhos, a agitação das mãos, a barriga doendo, o impulso forçando, eu resistindo.

O açúcar e o sal. O calor e o frio. O riso e a mágoa. O sentimento e o consentimento. Todos coexistindo… eu coexistindo. Me segurei para não mostrar ao mundo como meu corpo estava conectado como está agora ouvindo uma das mais belas canções que conheço. É difícil para mim estar sob controle, sou espontâneo, faço o quê quero, o quê acho certo, o quê faz bem para mim, mas eu resisti… eu resisto para assegurar o bem comum… o seu bem, não o meu bem… o nosso bem…

Não disse adeus, me despedi em outra língua… não abracei, não acho que eu esteja forte para isto… não olhei para trás, ou pelo menos acho que não o fiz. Liguei a música no talo e deixei que ela fosse parte de mim, que ela dissesse “fácil” mesmo quando ainda era difícil. Me expressei, desci as escadas num segundo, embarquei num trem e desembarquei em poucos minutos. A lua me observou, a capa preta fazia parte de mim. 

Eu era puro, eu não existia. A dor confortou. Eu entendi, eu compreendi. Eu aceitei mas teria feito desta uma história melhor. Milhões de explosões, meu dedos descreviam como agora datilografam. Louco? Sim. Vazio e louco. Cheio do natural, cheio de arte, cheio de mim. Querendo ser, querendo ter. Querendo possuir e ser possuído. Calado. De olhos abertos e mudo. Gritando ao vácuo.

Respirei tão fundo que pensei que eu ia me afogar”






minuty:

I don’t give a shit how stereotypical it is to love this movie; it was a damn good film.


"Calma. É só se manter longe. Longe, bem longe. Que longe nada afeta. Ou quase nada."

Caio Fernando de Abreu.  (via revejo)

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor. Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados… Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado… Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor."

Carlos Drummond de Andrade.  (via separadoss)

Silencio. Depois de horas a fio, silêncio. Natureza manipuladora… eu a amo… numa nostalgia sem tempo para acabar, as nuvens se mexem tão velozes quanto meu ônibus… uma via expressa é lenta demais para o vento que paira no imenso céu azul do meu viver…

Branco. Do azul piscina para azul celeste. Deste para o azul marinho. Preto, Prata. Incontáveis raios explodindo no céu descrevendo as minhas explosões. Chuva. Limpando meus olhos já afogados no vermelho. A lua… a minha lua, o meu luar… a escuridão de uma noite eterna… a escuridão de uma vida… a dor, o ódio disfarçando um amor… pulverizando-o…

As certeza que já foram incertas, as certezas mas não as que eu escolheria, as certezas que eu tenho de respeitar, as certezas que não me fazem pleno bem mas que são exatamente o que outras pessoas querem. Olhos escondidos não só pelos cabelos, escondidos por trás de todo um véu construído com esmero e com um grosso tecido para proteger o íntimo que estes escondem… já os seus, lê-se com facilidade, e não encontrei escrituras sobre mim onde procurei, encontrei apenas ondem devem estar, mas eu nunca gostei de como as coisas tem de ser… olhe quem eu sou…

Um milhão de músicas… arte… a arte do amor e a arte da dor… idênticas e desiguais… a mesma força, o mesmo objetivo… mãos, braços, corações e ouvidos juntos numa só canção, separados por todo um universo.

Devaneio em meio as minhas nostalgias, em meio aos prédios, pontes, casas, rios, em meio a história. Lembrei de 2 ano de toda uma vida, tudo mudou, sinto falta de tanto… evoluímos, mas ainda dói… quase 2 décadas nas costas e ainda preciso de tanto.

Não derramei nenhuma das puras, mas elas banharam meus olhos. Abençoado pela compreensão. Nem triste, nem feliz; aceitando as coisas imutáveis. Dói. Ainda dói um pouco. E as minhas vontades, delas tenho muito auto-controle e pude provar isto para mim. A solidão sempre vai pairar nesse cinza, por mais que eu goste de cinza, prefiro o prata. “Na sombra do seu coração”



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